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nuages dans mon café

Quotidiano, inspirações, fotografia, filmes e outras coisas.

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A Ministra das Finanças e os licenciados

Ministra das Finanças relativiza emigração jove

 Um jovem que acaba uma licenciatura tem um mundo à sua disposição.

(para visualizarem a notícia por inteiro, carreguem na imagem)

 

Não me parece a mim que esta senhora esteja a par do assunto, assim como todos aqueles senhores que se encontram bem vestidos e alimentados no governo.

É certo que um jovem ao acabar a licenciatura tem um mundo à sua disposição, isso ninguém desmente. Mas tem um mundo de quê? De funções na sua área que pode desempenhar? De outros empregos que pode dar uso? Ou esse mundo é aquele em que habitamos, naquele país enorme que tem tanto para dar e que não se quer dar ao trabalho de o fazer, porque é mais fácil queixarem-se de falta de enfermeiros, médicos, professores ou de tudo quanto é profissional qualificado do que oferecer-lhes emprego cá.

 

Realmente não consigo compreender, senhora Ministra, o que raio é que vocês fazem neste país. A Merkel diz que há excesso de licenciados e você dizem que eles podem ir embora porque aqui não fazem falta.

Quem sai do seu país, a não ser que seja muito aventureiro, não o faz por gosto. Faz por necessidade! Necessidade porque muitos são aqueles que não conseguem emprego na área e nem em porra nenhuma, que não têm como se sustentar, como formar família, como qualquer coisa que queiram da vida.

Tudo bem que ao promover a emigração, o governo diminui o desemprego, afinal os profissionais qualificados vão para fora ser bem reconhecidos, fazer o que gostam, longe de quem gostam e a dar ao governo aquilo que eles querem, baixar a dita taxa!

 

É muito triste ver que os meus pais e tantos da geração deles e mais velhos deram tudo e pagam tudo aquilo a que são obrigados. Como descontam para terem os privilégios que lhes eram devidos e só levam pancada. Como vêem os seus filhos, netos ou sobrinhos a se formarem orgulhosamente e no fim caiem os sonhos por terra. Isto não é de todo justo.

 

 

Ser tia

São os pais que os trazem ao mundo, mas depois deles existem os tios que são uns pais que podem fazer de tudo sem ter que se preocupar muito com a questão de educar.

Ter um afilhado é bem diferente de um sobrinho. Esse está connosco de vez em quando, muitas das vezes nem sequer faz parte das nossas famílias e é alguém de quem gostamos muito, mas que sabemos que não é nosso, do nosso sangue.

Desde que fui tia que tenho descoberto coisas maravilhosas. Gostar tanto de alguém tão pequenino, mesmo sem ser meu filho, mas querer-lhe tanto bem como se fosse. Poder brincar, mimar, cuidar, educar um pouco, mas nunca com a responsabilidade total de o fazer.

A melhor coisa é poder sentir que aquela criança também gosta tanto de mim, como eu dela. Aquele gostar mesmo mesmo verdadeiro, do fundo do nosso coração. É das melhores sensações do mundo, principalmente quando decide partilhar a bolacha que tinha enfiada na boca - a fazer bolo - na nossa própria boca.

Fora essas coisas lindas e maravilhosas, poder dar-me ao luxo de em quase 1 aninho de vida só me ter estranhado uma vez porque eu tinha uma camisa com padrões de flores, é muito bom. Porém, melhor ainda é quando ela não quer saber dos pais e só me quer a mim.

Tudo isto para dizer que tenho uma sobrinha linda, super querida e traquinas e que sou parte integrante do grupo das tias mais babadas do mundo.