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nuages dans mon café

Quotidiano, inspirações, fotografia, filmes e outras coisas.

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A reeducação alimentar não é "papa doce"

 

Quanto era mais nova, a minha alimentação era simplesmente horrível! Nunca tomava o pequeno-almoço, se acordasse às 8h, só comia alguma coisa lá para as 11h. Almoçava uma sandes e um sumo (se estivesse na escola), lanchava umas bolachas quaisquer ou uma sandes e ao jantar empanturrava-me. Não é que a minha forma física estivesse má, nem por isso, eu fazia imenso desporto, mas em termos de saúde estava péssima.

Descobri que tinha o colesterol alto nessa altura, o médico submeteu-me a uma dieta rigorosa durante 6 meses para comprovar se era do meu organismo ou daquilo que eu comia e aí aprendi imensas coisas que até hoje me são úteis. No final dos 6 meses, soube que era mesmo o meu corpo que me fazia isso, ainda tentei manter a dieta, mas estando em casa dos meus pais isso não era possível, porque existia a alimentação deles e a minha, bem distintas, então quando estive na universidade tive liberdade para cozinhar como queria, fazer as minhas refeições e inventar um pouco.

 

A reeducação alimentar não é papa doce e venha quem vier dizer seja o que for, engana-se, porque sozinhos não somos capazes de aguentar a pressão de dizer adeus aos velhos hábitos, à constante publicidade, à preguiça de pensar noutras opções de alimentação quando vamos ao café, etc.. Simplesmente é necessária uma força de vontade de outro mundo que sem apoio é impossível. 

Na altura dediquei-me a fazer pesquisas (até tenho um antigo blog sobre essa minha luta), a ver blogs de alimentação saudável, de nutricionistas portuguesas/internacionais e de confiança... eu, sei lá, corri este mundo virtual - quase - de uma ponta à outra, fiz experiências e encontrei as minhas soluções. Antes disto tudo, ouvia as pessoas a dizerem faz assim que é melhorai eu faço assim e resulta, agora estou de dieta e comiam porcaria na mesma sem darem por isso, porque dizia light na embalagem ou magro e por isso já era "digno" de uma boa dieta. É tão engraçado e ao mesmo tempo estúpido ver alguém encher a boca para dizer que está de dieta, quando na verdade nem sequer tentou, nem a chegou realizar. Só porque se cortou naquele chocolate/doce ontem ou ante-ontem, se foi caminhar 30min numa tarde ou se andou a beber muita água uns dias, isso não vai mudar nada. Só ter vontade não basta para começar a mudar a nossa vida.

 

Ainda estou em aprendizagem e, estupidez minha ou não, já lá vão 5 anos e continuo na minha luta, sozinha a braços com a minha saúde. Como agora fui expressamente proibida de comer doces, decidi que mesmo estando na casa dos meus pais - de novo - vou fazer os possíveis para melhorar a minha alimentação e fazer com que lá em casa também mudem um pouco. Já tinha voltado a fazer uns treinos e tal, mas o stress deixa-me num estado de cansaço absurdo e perco a vontade toda. Antes ainda o moço puxava por mim, mas agora deixou de treinar e eu fui pelo mesmo caminho. Lá está, para se fazer as coisas sozinho, ou temos apoio ou precisamos mesmo de uma grande embalagem de força de vontade.

 

Quanto aos meus hábitos alimentares, por norma já não como muito porco/vaca, sempre fui mais virada para as carnes brancas e peixe. Batatas fritas e afins também nunca foram os escolhidos, sou mais da massa, do arroz e do muito pouco pão. As minhas regras básicas para me manter focada nisto são tão simples que me custa a crer como é que nunca as tinha adoptado até saber que andava a brincar comigo mesma:

- fazer 5 refeições diárias: pequeno-almoço, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar.

- adoro qualquer tipo de queijo, mas dou sempre preferência ao fresco.

- se me apetece algum doce, comer gelatina é a solução.

- se me apetece chocolate, só preto acima dos 60% de cacau.

- beber 1,5L ou 2L de água por dia e nada de sumos, mas, caso beba, só compal ou natural.

ter um dia da asneira é a regra de ouro para nunca fazer asneiras fora do regime.

 

De qualquer das formas só lamento continuar a assistir a casos de pessoas que comem demais, outras que comem de menos, que dizem-se em dietas anos e anos e sem resultados, quando na verdade isso é algo que só tem duas opções: ler e experimentar para aprendermos como isso resulta em nós ou recorrer a um especialista que nos dará todas e mais algumas dicas, mas que sai caro.

A minha única dica para quem começou a reeducar-se agora é que faça uma lista diária do que come, analise-a e comece a fazer trocas saudáveis aos poucos. No final vai ver que come melhor, sente-se melhor e não custou assim tanto. Se mais alguém quiser partilhar dicas comigo, sou toda ouvidos.

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