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nuages dans mon café

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Movie Review | The Imitation Game

 

 The Imitation Game, 2014

Esta história leva-nos a mergulhar no mundo da II Guerra Mundial, em que Alan Turing, matemático, é contratado para desvendar as mensagens encriptadas que só uma máquina especial, a Enigma, pode decifrar. Para isso, considerando um desperdício de tempo tentar manualmente decifrar aquilo, constrói uma máquina, Christopher, para fazer metade do trabalho que a Enigma precisava.

 

O filme é baseado na história real de Alan Turing, que para muitos deve ser uma incógnita. Ele foi a chave para a existência dos computadores actuais, pioneiro na inteligência artificial e na ciência de computação.

No filme vemos o quão obsessivo ele era com a sua máquina e com as suas ideias e o que passou por ser homossexual. Na altura era crime ter-se actos homossexuais no Reino Unido e era punível por lei. Ele aceitou o tratamento com hormonas em alternativa à prisão, embora depois da Guerra, em 1954, se tenha suicidado com a ingestão de cianeto.

Recebeu um pedido oficial de desculpas em 2009 pelo primeiro-ministro Gordon Brown e em 2013 pela Rainha Elisabete II. Na minha opinião, já vêm tarde demais, mas enfim eles lá sabem o problema de consciência que tinham.

 

Decidi ver o filme ontem com o meu pai e o G, eles que adoram estas coisas da história eram os indicados para ver este filme comigo. Não estávamos nada à espera deste filme, nem eu mesma sabia o que ia ver, só sabia que era sobre Alan Turing e a II Guerra Mundial, mas pouco mais.

Foi de todo um filme excelente! A história anda muito à roda do Alan e da Joan, mas dá a ideia de uma tentativa de romance falhada, uma vez que ele só a tinha como uma grande amiga. Também foi interessante ver a ideia do bullying lá, saber aquilo que ele passou por ser diferente, por ser mais inteligente que os outros, mas mais propriamente a ideia de que a diferença incomoda muitas pessoas. Outra coisa que também gostei de ver foi como a Joan lhe conseguiu explicar que para os outros nos ajudarem, eles têm de gostar de nós e nós temos que os tratar bem. Como quem diz quem planta o bem colhe um bem sem igual e aí vemos que faz todo o sentido.

A ideia da II Guerra Mundial achei que só foi importante para nos podermos localizar no tempo, porque a trama à volta disso só se baseou nos espiões e no facto de terem segredos para poderem desvendar o que os Nazis transmitiam entre eles através de código.

 

É estranho ver que alguém que trouxe tanta coisa boa ao nosso mundo, que tanto conseguiu durante aquela altura, teve os piores dias da vida dele, sendo tratado abaixo de cão, terminando com a própria vida ainda tão novo (quase com 42 anos). Foi muito bom ver o papel do Alan tão bem representado, com uma actuação bastante comovente e até certo ponto sensível, afinal não é propriamente um papel fácil.

 

Classificação do IMDB: 8,2/10

Classificação nuages dans mon café: 9/10

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