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nuages dans mon café

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Movie Review | The Theory of Everything

 

 The Theory of Everything, 2014

Possivelmente foi aquilo que mais me tocou neste filme. A força que um amor pode ter para suportar tamanha adversidade. Tamanho sofrimento. Foi realmente um filme inspirador, magnífico e... se não vier mais filme nenhum que me arrebata mais do que este, sem dúvida é o meu favorito deste ano e merece bem ser um concorrente aos Óscares.

 

A história mostra-nos como um casal que nada tem a ver um com outro, ele de Ciências e ela de Artes, se conhece numa festa de Ano Novo na Universidade de Cambridge e entre eles nasce um grande amor, ao qual Jane (que foi a primeira mulher de Stephen Hawking) lhe dedica grande parte da sua vida ou aquilo que lhe restava, uma vez que ele descobre que sofre de uma doença degenerativa, enunciada no filme como Motor Neurone Disease, mais conhecida nos dias de hoje como Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), e os médicos lhe deram apenas 2 anos de vida.

 

Tenho cá para mim que o G considerava este como um filme romântico, todo lamechas, por isso é que não o quis ver e se recusava sempre quando eu lhe pedia. Mas enganou-se. Como ele muitos outros talvez.

As minhas expectativas para o filme eram altas, porém nunca tão altas. Sabia que ia haver romance, mas nunca um romance desta qualidade. Sabia que ia haver drama, mas nunca algo tão educado, digamos assim. O filme está mesmo excelente, a história retrata de forma honesta como foi a vida de Stephen e de Jane enquanto casados, todo o amor, amizade e companheirismo que os unia. Mas a doença afectou o casamento e isso foi possível ver na belíssima interpretação de Felicity Jones (Jane), porque ela mostrou que tomava conta dele com todo o carinho e cuidado, depois apareceram os filhos e começou a ter o dobro do trabalho. Notou-se bem os momentos em que até ela estava cansada e farta daquela situação na vida dela. Juro que quase chorei quando ela lhe disse I have loved you. I did my best. Deve ser horrível fazer tudo para que a pessoa que amamos se sinta bem e acabar por ver as coisas a piorarem cada vez mais com o nosso cansaço a acabar connosco também.

 

Não fiquei desiludida com o final, aliás, adorei, mas não vou contar. Também acho que aquilo que me salvou dos momentos lamechas foram os breves momentos de comédia que apareciam perdidos pelo filme, davam aquele toque especial, como quem brinca com o mal para não magoar ninguém - pelo menos foi a sensação que tive.

 

Classificação do IMDB: 7,8/10

Classificação nuages dans mon café: 9/10

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