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nuages dans mon café

Quotidiano, inspirações, fotografia, filmes e outras coisas.

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Entregar currículos para quê?

Há alturas na vida em que penso que não chega ser pobre, ainda tenho pouca sorte.

No início de Outubro, estava no café com um grupo de amigas e uma delas, a A.S., sabe ou diz que sabe ler as borras do café, então não fui de meias medidas e pedi-lhe para me as ler. Basicamente aquilo dizia que ia haver algo incompleto no presente, mas completo no futuro, que havia chuva = problemas, que havia uma pequenina entrada de dinheiro e que aparecia um homem feliz = coisa boa.

 

Ora, pensando eu, que a pequenina entrada de dinheiro era bom sinal, porque estava prestes a ir entregar currículos em tudo quando é supermercado desta cidade, para conseguir um part-time enquanto aqui estava (até Janeiro), enganei-me redondamente! Realmente tive chuva, porque apanhei brutas chuvadas e fiquei como um pinto à pala de os entregar... foram 8 currículos em 8 sítios diferentes. Sabem quantas respostas tive? 1, M-I-L-A-G-R-E!

Fui à entrevista, toda contente, correu tudo bem, menos o facto de só procurarem full-time. Sendo assim, ligamos daqui a uns dias para dar resposta. Mentira! Já passou um mês e ainda não me disseram nada.

 

Os outros 7 currículos devem ter ido parar onde todos vão, ao lixo! Não sei porque raio é que não respondem às pessoas, a sério, isto é completamente deprimente. Não chega ser pobre, ter de acabar o curso e ter de pagar uma fortuna por 4 cadeiras, nesta terra que é um inferno no Inverno... ainda por cima não há respostas de nada.

Não me admiro dos desempregados se queixarem tanto, têm mesmo razão e acho que quando chegar a minha vez, me vou fartar tanto... secalhar a minha sorte seja entrar pelo freelancer a dentro, não sei. Não está fácil para ninguém, não é? Pedir um carimbo aqui e ali, mandar emails e mais emails, apresentarem-se na segurança social, continuarem a pedinchar e ZERO, ZERINHO de respostas.

 

Sei que o meu curso me permite procurar emprego com o meu portfólio, mas isso basta? Basta enviar um portfólio? Ou tenho de fazer como muitos que têm de os personalizar, ser brutalmente originais para que esses currículos se destaquem? É que muitas das vezes acho que ou são "cunhados" ou simplesmente levam aquilo para casa, atiram ao ar e aquele que ficar em cima da cama é o que fica empregado. Secalhar é um exagero, mas faz lembrar as notas das frequências de Filosofia: as maiores são as que estão mais bem sentadas, digamos assim.

 

Secalhar a Bardamerkel tem razão, há excesso de licenciados para o reduzido número de empregos que existe... ou reduzido uso correcto de empregos... ou excesso de procura, não sei. Começo a revoltar-me com a vida e sou apenas uma universitária prestes a recolher o seu canudo e a deixá-lo em repouso. Tenho cá esse feeling!

 

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